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CONTINUAR OU DESISTIR, EIS A QUESTÃO!
Acho que estou começando a entrar na fase pela qual passa todo blogueiro, mais cedo ou mais tarde. Estou em dúvida se continuo com esta coisa de ser blogueira, ou não. Tenho pensado muito sobre isto ultimamente. As coisas começam a acontecer muito depressa, surge uma súbita popularidade que neste momento confesso, me assusta um pouco. Maior visibilidade acarreta mais responsabilidade e fico me perguntando se estou preparada para isso. Meu primeiro blog está atualmente por volta dos 5 meses de idade. Fico tentando analisar os prós e contras de ter me metido nesta aventura:
PRÓS: - ESCREVER: Adoro escrever. Sempre gostei. E ter um cantinho, onde posso colocar meus pensamentos, idéias, emoções e ainda contar minhas estórias, histórias e experiências é tudo de bom. - LER: Ler sobre assuntos diversos, analisar pontos de vista diferentes do meu, encontrar tantos textos interessantes, informativos, divertidos e emocionantes, isto tudo se transformou em um canal de aprendizado constante. - AMIZADES: Fazer novas amizades, conhecer pessoas pra lá de interessantes, ter a oportunidade de debater os mais variados temas, todas estas coisas tem se mostrado uma fonte inesgotável de alegria e emoção . Alguns amigos virtuais que tenho encontrado, me trazem a forte impressão que já os conhecia, tamanha a afinidade que sinto por eles, ao ler seus Posts. Mas como nem tudo são flores, seguem os... CONTRAS: - DESGASTE: Ter decidido não expor minha foto, mas expor apenas o coração, não tem sido fácil. Alguns textos que escrevo mais com o coração do que com a razão, causam um desgaste emocional bastante acentuado. O resultado disso é que fico sem condições de escrever uma linha sequer, depois disso. - TEMPO: Não gosto de deixar ninguém sem resposta. Quero responder a todos os comentários, retornar todos os recados, atender a todos os apelos. E começo a perceber que é humanamente impossível. Isso, aliado ao fato que ainda estou aprendendo a parte técnica de ser blogueira (embora já tenha aprendido bastante), torna a situação ainda mais complicada. E como se não bastasse, nem bem tinha aprendido a fazer um blog, e já tinha dois. É a minha cara isso. Apressadinha... - VIDA PESSOAL: Não adianta tentar me enganar dizendo que estou dando conta. Estou abrindo mão de algumas coisas da minha vida pessoal, e deslocando algum tempo para internet. A questão aqui é decidir se está mesmo valendo a pena. Como se pode ver, tenho muito o que refletir e pensar... Não sei como os amigos mais experientes aprenderam a lidar com isso tudo. Talvez quando o meu conhecimento técnico sobre blogs se consolidar, e eu possa ficar apenas publicando, lendo e interagindo, as coisas se tornem mais tranquilas. E eu que pensei que ia ser fácil, tolinha... As coisas tomaram uma dimensão inesperada. Talvez seja a hora de fechar o botequim. O momento agora é de auto-avaliação e buscar o equilíbrio. O futuro, o tempo dirá...
Escrito por Dom às 15h13
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SEJA CONSCIENTE, TIA!
 Estava saindo de um restaurante com uma amiga, no meu intervalo de almoço, quando ele me abordou: - Me dá um ticket aí, tia? Comecei a abrir a bolsa e olhei nos olhos dele. O que vi me assustou. Ele vai tentar puxar a bolsa, pensei. Então mudei de idéia. Segurei com firmeza a bolsa e disse: - Hoje eu não tenho, querido. E segui caminhando, com minha amiga ao lado. Foi então que ouvi: - Seja consciente, tia! Parei na mesma hora e tornei a olhar para ele. Havia um certo tom de zombaria na sua voz. Continuei a caminhar e percebi que ele nos seguia. Resolvi voltar logo para o trabalho. Fiquei com medo dele. No dia seguinte voltei ao mesmo restaurante, sozinha. Ele já esta na frente do mesmo, abordando as pessoas que saíam. Ele viu quando entrei. Almocei e saí, já com um ticket na mão. Imediatamente ele veio em minha direção. Quando ele chegou perto, eu me adiantei e falei: - Tudo bem com você? Surpreso ele respondeu: - Tudo. Então continuei: - Olha só, eu quero combinar uma coisa com você. Hoje eu vou lhe dar um ticket, mas talvez amanhã eu não tenha para lhe dar. Você vai prometer não ficar chateado comigo por causa disso, ok? Por que se você prometer, nós vamos ser amigos. Você quer ser meu amigo? Ele pensou por um momento e respondeu me olhando bem nos olhos, como se quisesse se certificar da minha sinceridade. - Quero - ele disse. Então perguntei seu nome, onde morava, se estava estudando, etc. E ele me contou sua história, uma história igual a de tantas outras crianças do nosso país. Explicou que morava longe, que a mãe não dava conta de sustentar tantos filhos, nada sabia do pai, não podia estudar porque tinha que levar dinheiro par casa. Disse que tinha 12 anos, mas parecia ter 10. Conversamos um pouco e voltei ao trabalho, me sentindo leve, por causa do meu novo amigo, mas também pensando no absurdo de uma criança ter que conviver com tantas dificuldades. Estava ficando mais consciente, como ele mesmo havia me pedido. Nossas conversas tornaram-se rotina. Eu chegava ao restaurante e lá estava ele. Sorríamos um para o outro. Éramos amigos. Ele me passava a idéia de que eu era a melhor parte do seu dia. E reclamava quando eu não aparecia. Nem os tickets me pedia mais. E eu abria a bolsa na frente dele para pegá-los, sem a menor preocupação. Até que ele sumiu. Muitos dias se passaram e nem sinal dele. Não agüentei mais e fui perguntar ao dono do restaurante, que era meu amigo, se ele sabia alguma coisa do menino que pedia tickets na frente do restaurante. - Sei – ele me disse. Foi levado à uma instituição para menores infratores. Parece que roubou algumas bolsas e acabou sendo pego em flagrante. Mas eu percebi que ele gostava muito de você. Aliás, muita gente percebeu. Como você conseguiu isso? - Eu? Nada fiz. Apenas o tratei da mesma maneira com a qual trato você. Com todo o respeito pelo ser-humano que ele é, e com toda a atenção e carinho pela criança que ele ainda é. Resumindo, tratei-o simplesmente como gente. E fique sabendo que eu também gosto muito dele. Meu amigo me olhou e nada disse. Então dei-lhe um sorriso triste e segui meu caminho. Nunca mais soube do menino. Mas nunca pude esquecê-lo e nem a sua frase. Fiquei com a sensação de que poderia ter feito muito mais por ele e não fiz. Tenho tido que conviver com isso. Hoje, só me resta torcer para que ele tenha se tornado um homem de bem e superado todos os seus enormes desafios.
Escrito por Dom às 19h37
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QUE FIM LEVOU NOSSA COMPAIXÃO?
Acredito que não devemos jamais compactuar com o erro. Mas acredito também que humilhar o nosso semelhante que errou, como se jamais tivéssemos errado na vida, não faz o menor sentido. Entendo que senso de justiça sem compaixão, não resulta em justiça, apenas se transfoma em crueldade. Essa crueldade salta aos olhos, quando ouvimos alguém gritar aos quatro cantos do mundo, as fraquezas e dificuldades que encontra nos outros. Com que propósito? Talvez para que não tenha que olhar para dentro de si mesma e encarar os seus próprios defeitos. Com que facilidade nos arvoramos em juízes alheios, Meu Deus! Saímos julgando pelo mundo afora, distribuindo pareceres e sentenças, como se não fôssemos nós próprios, tão necessitados de compreensão, compaixão e principalmente de perdão. Já vivi o suficiente para ter aprendido que com o mesmo rigor com que julgamos, com certeza seremos julgados. E provavelmente poucos serão aqueles que se levantarão para nos apoiar. Ninguém erra de próposito. Não conheço ninguém que diga, eu vou lá agora, e vou errar. Todos queremos acertar e tentamos sempre fazer o nosso melhor. Mas somos apenas seres-humanos falíveis. E então erramos. Muitas vezes. Até aprendermos o certo. E quando erramos, precisamos ter a coragem e a humildade pra assumirmos nossos erros, e repará-los o mais rápido possível. Um dia, juízes e réus irão prestar conta ao mais Compassivo de Todos os Juízes, e quem poderá dizer qual deles será o mais necessitado de compaixao e perdão? Desculpem. Isso foi apenas um desabafo. Talvez algum dia possamos aprender a elogiar com a mesma veemência com a qual criticamos.
Escrito por Dom às 12h25
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PRÊMIO DARDOS

Este é o "Prêmio Dardos" que dá a cada blogueiro reconhecimento de seu valor, esforço, ajuda, transmissão de conhecimento todos os dias.
Agradeço, de todo o coração, aos amigos que me indicaram:
Escrito por Dom às 18h03
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SELO - ESTE BLOG É UM SONHO!

Recebi este selo da minha mais nova amiga de infância, a minha querida amiga DAS do blog http://dasilv.blogspot.com/, e adorei. Regras: 1)Exibir a imagem e publicar as regras. 2)Postar o link de quem te indicou. 3)Responder se usa produtos Natura e os preferidos:
Minha resposta: Não tenho usado ultimamente. 4)Indicar 10 blogs e avisá-los: Indicando.... 1. http://saudadeeadeus.blogspot.com/ 2. http://inspiracoeshumanas.blogspot.com/ 3. http://debyfrancis.blogspot.com 4. http://luna-fasesdalua.blogspot.com/ 5.http://mensagensdiversificadas.blogspot.com/ 6. http://juliocesarcetaceo.blogspot.com/ 7. http://orientalfotosflores.blogspot.com/ 8. http://multiplasrealidades.blogspot.com/ 9. http://www.nhamundaonline.com/ 10. http://www.arte-e-manhas.com/
Escrito por Dom às 13h46
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VAI UM CHIMARRÃO AÍ, AMIGO?

Todo mundo sabe que nós gaúchos temos o hábito de tomar diariamente nossa bebida preferida: o Chimarrão. Você já provou alguma vez? Não? Então não sabe o que está perdendo... É a mais deliciosa bebida que existe no mundo. É maravilhosa! É um espetáculo! É...... MENTIRA! O Chimarrão na realidade, tem um gosto horrível. Muito ruim mesmo. Se você gosta de chá de boldo, por exemplo, com certeza vai amar! Só que o Chimarrão é mais amargo. Mas o que é o Chimarrão afinal? É a erva-mate colocada num recipiente que chamamos de cuia e absorvida através de uma espécie de canudo que chamamos de bomba. É consumido com água "chiando", ou seja, começando a borbulhar antes de ferver completamente. Uma vez, estando eu fora de Porto Alegre, comprei uma bomba de Chimarrão e entrei no Supermercado. Esqueci de deixar a sacola na entrada, e quando ia adentrando no Supermercado, um segurança me interpelou: - o que você tem nesta sacola? E eu, distraída como sempre, esqueci onde estava e respondi inocentemente: - só uma bomba. - UMA BOMBA? - ele perguntou atônito. Imediatamente abri a sacola (no que ele deu um pulo para trás com toda a razão ) e respondi: - DE CHIMARRÃO, desculpe, esqueci de deixar na Entrada. A verdade é que, embora o Chimarrão seja realmente uma bebida amarga, quando viajo para fora do Estado ele é um companheiro inseparável. Ah e adoro rodas de Chimarrão, onde ficamos horas jogando conversa fora, com a cuia passando de mão em mão (com a gripe suína este hábito precisou ser repensado). E embora ele esquente até a alma, não abro mão nem no verão! Pronto! Agora que você já sabe tudo sobre Chimarrão, vai um aí?
Escrito por Dom às 14h30
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MEU COLORADO - CAMPEÃO BRASILEIRO!

Finalmente. Depois de um milhão de anos sem nenhum título de Campeão Brasileiro, acho que agora vai... Ou não? Claro que depende de alguns pequenos fatores, coisinhas básicas, tais como: o Palmeiras, colaborar, o São Paulo colaborar, o Goías colaborar, o Tite não se atrapalhar, o tempo ajudar, etc. E o Grêmio que não resolva se meter a besta, nestas alturas do campeonato! Mas mantenho a esperança viva, até que alguém prove o contrário. Acredito que os outros times serão bonzinhos. O que vocês acham? E hoje ainda tem a sul-americana, torcedora sofre...
Escrito por Dom às 13h25
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5 COISAS QUE EU DETESTO... EM MIM - UM NOVO DESAFIO!

Já que me passaram a bola, e "os ódios" já se esgotaram depois de tantas listas, resolvi inovar. E lanço este novo desafio - Você é capaz de escrever sobre 5 coisas que você detesta "em você mesmo?" Reconheço que não é tarefa fácil.
Juro que pensei que conseguiria escapar da brincadeira, mas como não foi possível, lá vai... Em primeiro lugar, agradeço (ou não...rsrs) a Edillene do Blog Mensagens Diversificadas por ter se lembrado de mim. Em segundo lugar, uma pequena observação. Falar dos defeitos alheios e de coisas desagradáveis em geral, é relativamente fácil, quando comparado com falar sobre nós mesmos, sobretudo no que se refere aos nossos pontos fracos. Não deixa de ser um grande exercício de humildade, caso isso seja feito de forma sincera, e precisa ser acompanhado de uma bela auto-reflexão. Mas vou tentar, já que inventei isso. Em terceiro lugar, segue a lista: 1 - Preguiça - Sou extremamente preguiçosa, acho que tive preguiça até na hora de nascer. Tem dias então, que estou sem forças até para descansar. E não preciso dizer, que já perdi grandes oportunidades na vida por causa disso. Luto bastante contra ela, mas o placar está atualmente em 10 a 7 - 10 para ela, claro. 2 - Desorganização - Não consigo ser uma pessoa organizada e não preciso dizer que admiro os organizados deste mundo. Embora me entenda bem na minha bagunça (tanto que se arrumarem eu não acho mais nada), fico encantada quando vejo uma gaveta arrumadinha, ou mesmo uma mesa de trabalho com tudo empilhadinho, canetas e lápis no seu lugar, espaço para colocar os braços, etc. Olho para minha e...enfim. 3 - "Me achar" - Tenho certa tendência a acreditar que sou melhor do que realmente sou. Luto contra isso, aproveitando todas as oportunidades que tenho de exercitar a humildade. Por isso este desafio veio "a calhar". Expor minhas dificuldades aos outros nunca é uma coisa fácil. Já melhorei um pouco, mas não tenho dúvidas que esta é uma luta para a vida toda. 4 - Ansiedade - Outra grande dificuldade. Não tenho a menor paciência para esperar que as coisas aconteçam. Saio atropelando tudo, às vezes, e pioro as coisas, ao invés de melhorá-las. Também não preciso dizer da minha admiração pelas pessoas calmas e tranquilas. O mundo pode desabar em volta delas e permanecem completamente controladas. 5 - Tendência a ser invasiva: Deste mal estou quase que completamente curada, salvo algumas pequenas recaídas. No afã de ajudar a gregos e troianos, que muitas vezes nem queriam ajuda, acabava por forçar minha presença, mesmo quando estava completamente claro que não era bem vinda. Fui tão vaiada por causa disso que um belo dia "a ficha caiu". Aprendi finalmente a respeitar a vontade das pessoas. Vocês devem ter notado que diminuí para 5 a lista. Não teria mais coisas para acrescentar? Com certeza sim, mas o esforço para fazer esta auto-crítica foi enorme, estou exausta. E depois tem a preguiça...rsrsrs. Agora, seguem as minhas indicações para este cometimento. Se eles vão topar, só futuro dirá... 1.Edilene (nunca prometi que não seria vingativa...rsrs) do blog http://mensagensdiversificadas.blogspot.com/ 2.Nanda do Blog http://multiplasrealidades.blogspot.com/ 3.Diego do Blog http://absurdosepolemicos.blogspot.com/ 4.Maria do Blog http://maturidadedivagando.blogspot.com/ 5.Juliana do Blog http://inspiracoeshumanas.blogspot.com/ O desafio está lançado, quem não quiser topar tem toda a minha compreensão. Depois desta etapa, posso sugerir os temas: 10 coisas que adoro e 5 coisas que adoro em mim.
Escrito por Dom às 15h42
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COMO TORTURAR CONHECIDOS E PESSOAS ESTRANHAS

Resolvi escrever este Post, inspirada por um texto da Luisa (http://www.jogos-jornais-links.com/), sobre incomodar pessoas com conversas sem sentido em lugares públicos. Eu simplesmente não consigo ficar muda, quando tem um semelhante por perto. Como é muito difícil começar uma conversa com alguém estranho (e com alguns conhecidos também), vou revelar as técnicas revolucionárias que eu utlizo para tal fim. Se você quiser tentar utilizá-las, por favor, sinta-se à vontade.
Passo 1 - Escolha o lugar. Eu particularmente atuo em qualquer um. Alguns lugares são mais propícios, como filas por exemplo, onde a criatura não tem para onde fugir, embora eu já tenha encontrado pessoas que deram uma desculpa e desistiram de esperar (ou seja, não me suportaram). Passo 2 - Escolha a Vítima - Se apenas uma pessoa estiver por perto, você não tem escolha. Mas se houver mais, escolha com cuidado. Procure por aquelas que lhe pareçam, mais educadas, mais sorridentes, mais comunicativas. A sua chance de ser bem sucedido aumenta consideravelmente. Passo 3 - Escolha o Tema - Este ponto é importantíssimo. Se for um conhecido é muito fácil. Comece perguntando pela esposa, pelo filho, pelo cachorro, qualquer um serve. Se for um completo estranho, utilize aquelas perguntas básicas, tais como: será que vai chover?, mas "tá" quente hoje!(ou "tá" frio) você não acha?, você viu a novela ontem? Sempre procure utilizar perguntas, nunca afirmações. Dessa forma você força uma resposta e a sua chance de ser ignorado diminui bastante. Mas eu lamento informar que ser ignorado é um risco que você vai correr o tempo todo. Para se manter atuante neste tipo de empreendimento, você tem que saber lidar com rejeição. Passo 4 - Tenha senso de oportunidade: Se a pessoa tossir, pergunte se ela está gripada, se ela estiver com cara de sono, pergunte se ela dormiu bem à noite, se ela estiver de bermuda, pergunte se vai correr. Não se preocupe se as perguntas parecem óbvias, elas são mesmo. Mas faça assim mesmo. Afinal, elas só servem para quebrar o gelo. Reconheço que este tipo de atividade requer uma certa cara-de-pau, mas com um pouco de treino, você chega lá. Eu por exemplo, já estou num estágio que nem vermelha fico mais. Passo 5 - Preste atenção aos sinais - Se você observar que a conversa começou a fluir, você foi bem sucedido. Mas se você notar que a pessoa lhe fulmina de vez em quando com um olhar paralisante, ou responde só com monossílabos, ou mesmo nem responde, você pode continuar mais um pouco, tentando melhorar o assunto. Se não funcionar então desista: fique quieto ou procure outra vítima. E se a pessoa ficar subitamente pálida, ou pior do que isso, de repente começar a chorar, pare imediatamente. Temos sempre que respeitar nossos semelhantes. Seguindo estes passos simples, tenho certeza que você estará apto para se comunicar com qualquer um, em qualquer lugar e a qualquer momento. Você pode não acreditar, mas eu construí grandes amizades utilizando estas estratégias. Claro que algumas pessoas mudam de calçada quando me encontram na rua. Até hoje eu não entendo o porquê delas tomarem tais atitudes. Afinal eu sou tão simpática, você não acha?
Escrito por Dom às 23h20
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VOCÊ JÁ CANTOU O HINO NACIONAL DO SEU PAÍS?
 Pois se ainda não, não sabe o que está perdendo! A sensação de cantar o Hino em conjunto com outras pessoas do seu próprio País, é simplesmente indescritível. Tive esta experiência pela primeira vez depois que terminei os estudos, em um Seminário de RH a que compareci. Quando o Hino começou a tocar todos nos levantamos e começamos a cantar. Eu não estava preparada para o que iria sentir. Era uma sensação de orgulho de pertencer à uma Pátria, de estar irmanada com outros que partilhavam esta mesma emoção, de amor puro e genuíno pela Terra em que nasci. Não sei explicar... Só lembro que quando terminou, senti as lágrimas escorrerem pelo meu rosto. Olhei em volta e percebi que a emoção não era só minha. Muitos tentavam disfarçar, respirando fundo e abaixando a cabeça. Tenho visto, pelas notícias veiculadas nos jornais e na televisão, que a maioria das pessoas não sabe mais cantar o hino integralmente. No meu tempo de escola, ele era obrigatório e executado frequentemente, tanto que decorei, quase sem querer. Parece que hoje em dia, este hábito se perdeu nas escolas, e estão tendo que repensar. Acho importante resgatar nas novas gerações o respeito e o amor à Pátria que nos abriga. Todos os países tem seus problemas, e somos também responsáveis por estes problemas, enquanto cidadãos. E como mudar nosso país, sem amá-lo? Agora sempre tive uma dúvida. Alguém sabe o sujeito da frase "Ouviram do Ipiranga as margens plácidas, de um povo heróico o brado retumbante..." Afinal quem foi que "ouviram" o brado retumbante de um povo heróico? As margens plácidas do Ipiranga? Alguns que estavam às margens plácidas do Ipiranga? Não sei mesmo. Ah, e alguém sabe o autor do Hino? Eu sabia, mas confesso que esqueci...
Escrito por Dom às 15h52
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CURTINHA - UMA MESA MUITO ESTRANHA
 O médico abriu a porta do consultório para que eu entrasse. Tinha ido ao Posto Médico da Empresa, porque estava sentindo uma forte dor de estômago. Então eu disse: - Bom dia, Doutor - entrei e sentei. A primeira coisa que me chamou a atenção foi a cadeira. Era extremamente confortável. Geralmente as cadeiras dos consultórios médicos são aquelas básicas, com o estofamento duro. Mas aquela não. E girava. Fiquei encantada. - Que cadeira ótima, Doutor! - eu disse, e então olhei para ele. Ele tinha fechado a porta e estava ao lado dela, me olhando muito sério. - Eu conheço este olhar, pensei. Tem alguma coisa errada comigo! Comecei a reparar nas minhas roupas, as meias eram da mesma cor, os sapatos do mesmo par, tudo parecia normal. Olhei em volta, haviam quadros na parede, um diploma. Foi então que olhei para a mesa à minha frente. Alguma coisa não estava certa. Nunca tinha visto uma mesa como aquela. As gavetas estavam todas do lado de fora. - Não faz sentido - pensei - alguém fabricar uma mesa deste jeito. Quando alguém quiser pegar uma coisa na gaveta, terá que levantar e caminhar até ela. Se tentar por cima da mesa não vai alcançar. Meu coração acelerou. - Pense, pense! - disse a mim mesma. Olhei para o médico. Ele continuava parado, observando todos os meus movimentos. Voltei a olhar para mesa. Não sei precisar quanto tempo se passou. De repente, tudo se ajustou: não acreditei! Não era a mesa que estava com as gavetas do lado de fora! Era eu que estava sentada na cadeira do médico, do lado de dentro da mesa! E agora? - pensei - o que digo a ele? Levantei vagarosamente, de cabeça baixa, respirei fundo e disse: - o senhor me desculpe, mas sentei na sua cadeira sem querer! Confortável ela - e arrisquei uma olhadinha. Ele nem me olhou, apenas ocupou seu lugar de direito. Então, sentei no lugar certo, e aguardei. Só então ele me dirigiu o olhar e perguntou: - Qual o seu problema? - como se esperasse que eu dissesse que tinha batido com a cabeça e estava delirando. - Dor de estômago - respondi. Ele pegou uma receita escreveu alguma coisa e me entregou. Li e vi que ele me receitara um remédio para o estômago. Já ia levantar quando vi que ele estava escrevendo outra coisa. Peguei o novo papel e vi que era um atestado médico para três dia de repouso. Achei que ele estava me considerando um perigo para a Empresa ou até quem sabe, para a própria sociedade. Levantei rapidamente, com medo que o próximo papel que ele me entregasse, fosse um encaminhamento para internação imediata em um hospital psiquiátrico. Murmurei um obrigada e saí aliviada. Mais um dia daqueles, pensei. Eu tinha 19 anos na época, e mal sabia que este era apenas um dia, de uma série interminável.
Escrito por Dom às 14h02
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TU ESCREVEU, TU LEU, TU VOTOU E TU COMENTOU?
 Caros amigos do Sul, nós normalmente usamos o pronome tu ao falar, o que nos identifca rapidamente quando viajamos para outros lugares do País. Mas será que ainda conjugamos corretamente os verbos na segunda pessoa do singular? O que houve com o tu leste, tu escreveste, tu votaste e tu comentaste? Confesso que eu não consigo mais falar assim, e conheço poucas pessoas que ainda conseguem. Não sei se foi a globalização, a influência da televisão, onde todo mundo usa você, que fez com que a conjugação da terceira pessoa tenha sido por mim absorvida de tal forma, que não consigo evitar de utilizá-la. Ao escrever, não tenho maiores problemas, embora tenha optado, na maioria das vezes, por usar o pronome você. Ao falar, o uso do tu é automático. Mas me dói nos ouvidos, quando pergunto a alguém: - e aí, tu viu aquilo? Afinal, tenho certeza que tu nunca viu aquilo. Ou tu viste? Você com certeza, viu. Para minha tristeza, simplesmente não consigo evitar este erro, embora tente ficar me cuidando para que isto não aconteça. E acho que as novas gerações estão seguindo o mesmo caminho. Tu consegues?
Escrito por Dom às 14h54
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A QUEM PERTENCEM OS COMENTÁRIOS NO SEU BLOG?


Estou com esta dúvida. Os comentários dos Posts são propriedade de quem escreveu ou do dono do Blog onde eles foram escritos? Criei o Blog da Comentarista para reunir os comentários que faço nas minhas andanças pela blogosfera, e para homenagear o autor do texto que inspirou meu comentário, divulgando o link para seu texto. Eu descobri que gosto tanto de comentar, que dependendo do texto eu me empolgo, os comentários ficam "grandinhos", e ficam parecendo mini-posts. Mas ao copiar o comentário que fiz no seu blog, estarei me apropriando de algo que não me pertence mais? Tenho feito isto regularmente e até agora pelo menos, ninguém reclamou. Pelo contrário, tenho recebido retorno favorável dos autores dos textos. Sempre procuro fazer comentários que possam contribuir com o texto. Mesmo quando discordo do que está sendo afirmado, faço isso com todo o carinho. Tenho todo o respeito pelas opiniões diferentes da minha. E na medida do possível, também procuro comunicar aos autores, que estou utilizando os comentários que fiz sobre os posts deles, no Blog da Comentarista. Por outro lado, se eu publicar no Blog da Comentarista um comentário que recebi neste blog, por exemplo, preciso pedir autorização para quem o escreveu? O que vocês acham?
Escrito por Dom às 20h06
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TENHO MEDO DE EXPOR MINHA FOTO NA INTERNET! VOCÊS NÃO?
 Não sou uma pessoa medrosa. Ao contrário, sou bastante corajosa, na maioria das vezes. Não vejo problema algum em compartilhar minhas idéias, pensamentos, opiniões e sentimentos, com outras pessoas. Mas confesso que não tenho coragem de expor minha foto na internet. A gente ouve e lê tantas histórias de pessoas que tiveram suas fotos copiadas, e utilizadas de forma indevida em sites duvidosos, que não me sinto segura para fazer isso. Será que é só folclore? Apenas boatos da Rede? Realmente não sei, mas prefiro não arriscar. Quando entro no blog de algum amigo e vejo sua foto no perfil, fico me questionando: será que é paranóia minha? Mas também já visitei blogs sem foto alguma, cujos autores podem ter receios semelhantes aos meus. Por outro lado concordo com quem diz que a ausência da foto, faz com o que o perfil fique meio impessoal. Eu mesma me sinto estranha quando visito um blog e aparece no perfil aquele desenho "padrão", que mais parece a imagem de um fantasma. Somos reais, apenas "estamos" virtuais. Existem seres-humanos por trás dos perfis, não fantasmas. Em função disso, resolvi pelo menos criar um logotipo, alguma coisa que me identifique de alguma forma, que me personalize, que passe a minha proposta de pessoa "do bem". Criei dois logotipos para meus blogs que são bem rudimentares, fazer o quê, não tenho o menor talento para desenho, meu negócio são as palavras e não as imagens(o que não me impede de admirar as obras dos que sabem desenhar, pintar ou fotografar). Pelo menos eles servem ao meu objetivo que é o de expulsar os fantasmas do meu perfil, e me sinto um pouco melhor. Mas aindo continuo desconfortável com relação a essa questão. Será que existe uma maneira segura da gente impedir que alguém copie uma foto de um site? Alguém poderia me dar uma luz sobre este assunto?
Escrito por Dom às 20h58
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RELIGIOSIDADE: COMO FAZ BEM AO CORAÇÃO...
 Sou uma admiradora da maioria das religiões, principalmente naqueles pontos que elas têm em comum: ligação com o Criador, amor ao próximo, caridade. Tenho grandes amigos, católicos, evangélicos, espíritas, praticantes ou não. Conheci Pastores, Padres, Dirigentes Espíritas, todos extremamente abnegados que eram exemplos vivos daquilo que pregavam e dos quais me tornei admiradora. Já assisti missas, participei de cultos evangélicos, compareci a reuniões espíritas Kardecistas. Em todas as oportunidades, pude me afastar um pouco das batalhas do dia-a-dia, aliviar o coração e me sentir mais próxima de Deus. E embora não seja “filiada” a nenhuma Igreja específica, me considero basicamente cristã. Com todos os defeitos que possuo (e são inúmeros), meu coração está repleto da doce figura de Jesus, aquele Cristo misericordioso e compassivo. Ele significa para mim, sem a menor sombra de dúvida, o grande exemplo a ser seguido. Muitas vezes, tento me colocar no lugar dos ateus. Embora respeite as escolhas dos meus semelhantes, não consigo deixar de imaginar que escolha difícil deve ser esta. Pois se é verdade que a Religião não afasta a “Cruz” de ninguém, também é verdade que ela torna o fardo mais leve. E traz um conforto imenso, que só quem o tem, compreende o que estou falando. Não sou nenhuma especialista em religião e nem tenho esta pretensão. Mas confesso que tenho uma enorme simpatia pela Doutrina Espírita, principalmente no que se refere a tese da “reencarnação”. Falei tese? Falei. Ainda não encontrei nada que me desse uma resposta satisfatória com relação ao eterno questionamento humano: “De onde eu vim? Quem eu sou? Para onde eu vou?” Sou apenas uma modesta observadora da Vida. E esta observação diária tem me revelado que somo seres em evolução. Temos livre-arbítrio. Fazemos escolhas o tempo todo e estas escolhas trazem conseqüências. Uma ação gera uma reação. Plantamos vento, colhemos tempestade. Plantamos flores, acabamos construindo um jardim. Repetimos várias vezes o mesmo método equivocado e recebemos em troca o mesmo resultado indesejado. Mas aos poucos, vamos alargando nossa consciência, nos tornando pessoas melhores. Aos “trancos e barrancos” vamos aprendendo. Não compartilho a crença que muitos têm de que as oportunidades não se repetem. A Vida é generosa, nos permite rever nossos atos a qualquer tempo. Reconstruir aquilo que destruímos. Nós é que somos teimosos e insistimos nos velhos erros e acabamos dificultando nosso próprio aprendizado. Não posso conceber a idéia de “Danação Eterna” nem a de “Paraíso Eterno”. Não consigo imaginar que alguém possa ser feliz no Paraíso, deixando aqueles a quem ama para trás. Que felicidade egoísta seria esta? O próprio Jesus não desceu ao pântano das nossas misérias e fraquezas com o amoroso objetivo de iluminar nossas mentes e corações e nos mostrar o caminho, mesmo correndo o risco de acabar preso à Cruz da nossa ignorância? O Céu me parece um lugar meio ermo. Tenho tido o privilégio de conhecer pessoas “pra lá” de maravilhosas, mas não conheço nenhuma que seja perfeita e que tenha todas as credenciais necessárias para concorrer a uma vaga por lá. Como todos podem preceber sou dada a reflexões e questionamentos. Quem sabe algum dia, em algum lugar, as respostas apareçam...
Escrito por Dom às 15h46
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